Prematuro

As 6 perguntas mais frequentes sobre vacinas em bebês prematuros


Apesar de as vacinas conseguirem evitar entre dois e três milhões de mortes por ano (segundo dados da Organização Mundial da Saúde), ainda existe desconhecimento e medo da população quando se trata de aplicá-las a bebês prematuros, que infelizmente isso se traduz em uma gravidade maior quando se trata de adquirir infecções neste tipo de crianças que chegaram a este mundo antes do tempo.

A duração da gravidez é de 40 semanas, e a gestação é considerada a termo entre as semanas 38 e 42; em vez disso, é estabelecido que uma criança é prematura quando nasce antes da 37ª semana de gestação.

O problema fundamental do prematuro é que ele se defende pior (é mais vulnerável) contra as infecções, pois seu sistema imunológico é ainda mais imaturo, assim como sua barreira cutâneo-mucosa. Para evitar complicações futuras, é necessário cumprir o esquema de vacinação em vigor na sua localidade de nascimento no momento de chegar ao mundo.

Mesmo assim, ainda há atrasos no esquema vacinal nos primeiros seis meses de vida devido, na maioria das vezes, a alguma doença que contra-indique temporariamente a vacinação e / ou medo ou desconhecimento por parte dos pacientes. mães sobre a segurança e reatogenicidade (efeitos adversos) das vacinas nessas crianças.

Geralmente, as mães de crianças prematuras têm dúvidas não só quanto aos cuidados ou alimentação, mas também quanto ao cumprimento da administração das vacinas: com que idade se deve tomar as vacinas, quais as reações adversas que o pequeno pode ter ... Portanto, vamos verificar alguns pontos específicos que podem ajudá-lo:

1. Com que idade o calendário de vacinação deve ser cumprido? É o mesmo que uma criança a termo?
Os prematuros devem receber o esquema vacinal de acordo com a idade cronológica (pós-natal), independente do peso ao nascer ou da idade gestacional, ou seja, da mesma forma que os recém-nascidos a termo. As únicas exceções são as vacinas contra hepatite B e BCG, nas quais o recém-nascido deve atingir 2kg (4Lb) e 2.500kg respectivamente, para serem aplicadas.

A American Academy of Pediatrics recomenda que todos os recém-nascidos recebam a vacina contra a hepatite B nas primeiras 24 horas após o nascimento; No caso do recém-nascido que não recebeu a vacina devido ao peso inferior a 2kg (citado acima), ele deve receber a vacina o mais rápido possível, assim que atingir o peso sugerido, exceto no caso de a mãe durante a gravidez ter tido um resultado positivo para teste de hepatite B, caso em que deve ser feito independente do peso ao nascer, de preferência nas primeiras horas de vida.

2. No caso de você ficar hospitalizado, quando devem ser atendidos?
Se for hospitalizado, deve ser cumprido aos 2 meses de idade, desde que esteja clinicamente estável, ou seja, não esteja sob ventilação mecânica, nem com infecção grave que coloque em risco sua vida, que não esteja sob tratamento com corticóide (uma vez que altera a resposta imunológica da vacina) e que é estável a nível metabólico, cardíaco e respiratório; Ressalta-se, a esta altura, que as apnéias são freqüentes no recém-nascido prematuro e, portanto, deve-se levar em consideração que, para serem vacinados, não devem ter apresentado episódio de apnéia nos 7 dias anteriores à adesão à vacina.

3. O local de aplicação da vacina e a dose são diferentes em bebês prematuros?
As vacinas serão realizadas nos primeiros 6 meses de vida, por via intramuscular ao nível do terço médio da face e da região anterolateral externa da coxa, pois é onde há maior massa muscular. Em relação à dose, é a mesma usada em recém-nascidos a termo e, claro, as vacinas combinadas sempre serão preferidas para evitar múltiplas punções.

4. As vacinas são seguras para bebês prematuros?
Sim, todas as vacinas disponíveis até o momento são eficazes e seguras e devem ser aplicadas ainda mais nelas, devido ao desenvolvimento incompleto do sistema imunológico e pelas condições da prematuridade.

5. As reações pós-vacinação são mais fortes em bebês prematuros?
Não, os efeitos colaterais associados a qualquer vacina são os mesmos para bebês prematuros e nascidos a termo; não há evidências de que a frequência das reações adversas seja maior em bebês prematuros do que em bebês a termo.

6. As pessoas que vivem com o bebê prematuro têm alguma consideração especial?
Sim, as pessoas que convivem com filho prematuro devem cumprir a vacina contra influenza e aplicá-la anualmente, além de manter o calendário vacinal atualizado.

Acima de tudo, a prevenção é a melhor arma contra qualquer doença, portanto, lavar as mãos é imprescindível para evitar o contágio, além disso, alimentar o máximo possível com a amamentação é imprescindível, pois confere proteção extremamente importante à criança e em grande parte determina suas defesas. E, como explicamos ao longo deste post, não se esqueça das vacinas.

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