Teatro

Sai o sol. Roteiro de uma peça infantil sobre emoções


Peças curtas como a que aqui propomos são ideais para se divertir com a família ou mesmo para fazer na escola e atuar diante dos demais cursos. E se forem também representações com as quais se ensina um valor às crianças, o sucesso estará garantido. Nesta ocasião, queremos propor o roteiro de uma peça infantil para trabalhar as emoções das crianças. É intitulado 'O sol nasce'. Você vai amar!

Esta peça foi criada para meninos e meninas do ensino fundamental ou para fazer em casa como uma família. Destina-se a dar a conhecer as crianças as seis emoções básicas(alegria, tristeza, medo, raiva, nojo e surpresa) e também ensiná-los a administrá-los e a saber expressá-los da melhor maneira possível. Os aplausos ao final da peça são obrigatórios!

Muitas vezes os menores da casa sentem emoções como a raiva por não conseguir o que desejam naquele momento ou a alegria de ver que têm que comer seu prato preferido e não sabem bem como se comunicar ou administrar. Por isso, pais e professores devem usar os recursos disponíveis e ensinar pelo exemplo para que, aos poucos, meninos e meninas possam aprender e internalizar as emoções que fazem parte de seu dia a dia.

Descrição do Trabalho: essa brincadeira acontece no parque, em qualquer dia em que o sol brilha, as crianças brincam e os pássaros cantam. Existem seis amigos que trabalharão com as seis emoções básicas em situações cotidianas. Será uma alegria saber que a corrida está para começar? Ou desgosto de saber que o que tem para lanche não gosta de todo mundo? Vamos ver isso!

Personagens: Alba, Sara, Raquel, Nicolás, Alberto e Pablo no papel de crianças protagonistas. Um adulto, Sergio, que se encarregará de trabalhar com as emoções no final do dia. Quanto mais crianças quiserem participar dessa brincadeira divertida, melhor, o roteiro sempre poderá ser adaptado.

Local de ação em que a peça é desenvolvida para trabalhar as emoções: o parque.

Material necessário para a encenação: uma bola, brinquedos normais que tens em casa ou na escola para usar como adereço, uma pequena joaninha também como brinquedo e queres mesmo divertir-te.

Para representar todos os atos desta curta peça para trabalhar as emoções, são necessários os brinquedos e a bola que preparamos antes.

A cortina sobe. Um grupo de crianças é visto brincando no parque em uma tarde ensolarada.

Nascer do sol: Que dia maravilhoso! Estou muito feliz que o sol nasceu e que todos pudemos nos reunir para brincar no parque em um dia tão lindo como hoje.

Nicholas: Você está certo, além disso, temos muitas coisas para brincar. (Pega a bola nas mãos) Quer que a gente vá jogar futebol?

Nascer do sol: Bom, não estou com vontade de nada, prefiro que façamos uma corrida do que ver quem chega antes da linha de chegada, acham?

Tudo em um: Comprovante! Vamos fazer uma corrida para ver quem chega primeiro à linha de chegada.

(Todas as crianças correm ao mesmo tempo e, quando Raquel está chegando, Alba a ultrapassa)

Nascer do sol: Que bom! Ganhei a corrida, sou o mais rápido de todos. (Diz ele com uma cara sorridente)

Raquel: (Fala com cara de bravo) Nada disso, você trapaceou, eu ia chegar lá primeiro mas você ficou bem na minha frente e não me deixou avançar.

Nascer do sol: (com uma cara um pouco séria) Acho que não, cheguei primeiro à meta e não trapaceei.

Alberto: (Ela fica ao lado das amigas) Tudo bem meninas, vocês não precisam ficar com raiva, podemos fazer a corrida de novo. Apesar de muito pesado, já estou com fome (leva a mão à barriga). Você sabe o que comer?

Raquel: Você está certo, não vale a pena ficar chateado. Bem, você tem que comer sanduíches de atum e sucos de frutas.

Nicholas: Que nojo! (Ele faz cara de não querer comer nada). Não gosto nem um pouco de atum e menos ainda de sucos de frutas. Não vou fazer um lanche hoje.

Alberto: Mais tarde, porém, você terá muita fome e pouca energia para continuar jogando.

Nicholas: Não me importo, prefiro isso a comer algo que não gosto.

Todos os amigos vão à mesa para um lanche. Eles saem de cena. A cortina fecha.

A cortina sobe. As crianças são vistas novamente no parque conversando e brincando.

Paulo: (faz uma cara de surpresa) Olha gente! Eu vi uma joaninha. Minha mãe me disse outro dia que se você colocar na palma da mão, corre para todo lado e voa.

Nicholas: Que divertido!

Sara: (que está ao lado do Pablo e também vê a joaninha) Solta ela, todos os insetos me assustam muito.

Paulo: Por quê? É muito pequeno e não faz nada.

Sara: Mas e se doer? É melhor eu ir. (Depois de dizer isso, ele se afasta e começa a brincar com a bola novamente).

Nesse momento, intervém Sergio, o adulto que atua como professor ou pai.

Sergio: Pessoal, é hora de arrumar nossas coisas e ir para casa, está ficando tarde e ainda temos um longo caminho pela frente.

Touvidos para um: Queremos ficar mais um pouco!

Sergio: Sei que você está se divertindo mas é hora de voltar, outro dia a gente organiza e voltamos ao parque para passar a tarde, acha?

Todos: Sim! Outro dia voltamos.

Começam a colecionar coisas menos Alberto, que está pensativo e com cara de tristeza.

Nascer do sol: O que há de errado Alberto? Você não vai nos ajudar a pegar?

Alberto: (Continua com uma cara triste) Não quero sair do parque ainda. Nem tive tempo de jogar meu jogo favorito. (Foge porque está triste e não quer falar com ninguém).

A cortina fecha.

Todos eles seguem o parque. A cortina se abre e você pode ver seus amigos e Sergio indo em direção a Alberto.

Sergio: Alberto, é normal que você fique triste por ter que sair do parque quando ainda quer ficar mais tempo. Essa é uma emoção normal, você não precisa ter vergonha de compartilhá-la com os outros.

Alberto: Emoção? O que é uma emoção?

Sergio: As emoções são sentimentos normais que todos nós experimentamos ao longo do dia, como aconteceu com você agora. Você notou tristeza por não poder mais brincar no parque. É bom que você compartilhe isso com outras pessoas e que você tente ver isso de um ponto de vista positivo.

Alberto: (que ainda está um pouco triste). E como você faz isso de ver de um ponto de vista positivo?

Sergio: Muito simples, pense que outro dia voltaremos ao parque todos juntos e que você poderá jogar seu jogo favorito. E também acho que é hora de ir para casa descansar e fazer um jantar delicioso.

Raquel: Que absurdo! Essas coisas sobre emoções não têm valor. Alberto ficou zangado porque é um menino.

Sergio: Não fale assim, Raquel. As emoções são coisas que todos nós sentimos, crianças e adultos, no dia a dia. Você mesmo percebeu uma emoção básica há pouco.

Raquel: Ah sim? Qual?

Sergio: Bem, a raiva de pensar que Alba havia vencido a corrida trapaceando e que você havia perdido pelo mesmo motivo.

Raquel: (faz uma careta de choque) É verdade, eu não tinha percebido. (Vai para o Alberto). Sinto muito, Alberto, não devia ter falado assim com você.

Alberto: Está tudo bem, acho que estamos todos um pouco cansados.

Sergio: (continua com a explicação das emoções) Se você pensar bem, houve muitas emoções hoje. Alba ficou muito feliz por vir ao parque, Pablo ficou muito surpreso ao ver a joaninha e Sara percebeu medo ao vê-la também e Nicolás sentiu nojo ao saber do lanche que preparou para hoje.

Todos: É verdade!

Sergio: Você entende melhor agora? As emoções fazem parte do nosso dia a dia e são muito mais fáceis de compreender se as respeitarmos e as partilharmos com os outros.

Todos eles saem de cena. A cortina fecha. Fim da peça 'O sol sai' para conhecer as emoções.

Você sabe por que o sol sempre aparece no parque? Bem, porque é o lugar perfeito para se divertir com os amigos!

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